Um app de comunicação para crianças autistas e não verbais, pensado em português do Brasil desde a primeira tela — e construído para resolver exatamente aquilo que os aplicativos existentes ainda erram.
A prancha inicial que toda criança recebe ao abrir o app pela primeira vez. Cada toque fala em voz alta, em português, e responde na hora — com vibração e confirmação visual.
Existem aplicativos de comunicação alternativa no mercado brasileiro, e as famílias os usam. O que os estudos de viabilidade que conduzimos mostram é que elas usam apesar da experiência, não por causa dela.
O principal concorrente nacional tem nota 3,2 nas lojas — mas o número isolado esconde o que realmente importa: a distribuição é bimodal. Cerca de 38% das avaliações são 5 estrelas e 36% são 1 estrela. Não é um produto medíocre para todos; é um produto que funciona muito bem para uns e falha de forma frustrante para outros.
Ao auditar as reclamações contra as heurísticas de acessibilidade GAIA, o padrão fica claro — e é corrigível.
A reclamação número um, repetida em avaliação após avaliação, é sonora: toques repetidos empilham áudio e a criança ouve várias vozes sobrepostas. É um problema de poucas linhas de código que nunca foi resolvido — e que sozinho derruba a experiência justamente para a criança com maior dificuldade motora.
Não vamos competir por quantidade de figurinhas. Vamos competir onde o mercado está descoberto.
Todo toque responde com confirmação visual e vibração imediata. O áudio nunca se sobrepõe. Os alvos são grandes o bastante para uma criança com coordenação em desenvolvimento acertar. Botões que apagam coisas ficam longe do caminho. São decisões pequenas que, somadas, definem se a criança consegue ou não se comunicar.
A criança não vive só em casa. A família convida a fonoaudióloga e a escola para acompanhar o mesmo perfil, cada uma com a permissão adequada, e a prancha muda de acordo com a situação — casa, escola, médico, terapia. Hoje, cada ambiente reinventa a comunicação do zero.
Cada toque registra o que a criança quis dizer. Isso vira um relatório de evolução para a fonoaudióloga: quais palavras cresceram, em que contexto, com que frequência. É o que nenhum concorrente tem, é o que sustenta o plano para clínicas — e é a parte mais difícil de copiar, porque depende de histórico acumulado.
Estes pontos valem para toda tela que desenharmos, do primeiro dia até depois do lançamento. Eles não entram como “melhoria futura”.
As fases são cumulativas e cada uma termina em algo que dá para ver e testar no celular. As duas primeiras levam o produto às lojas; as seguintes constroem a diferenciação e a receita recorrente.
Antes de qualquer tela, montamos o alicerce: o aplicativo, o servidor e o banco de dados falando a mesma língua, com um contrato único de dados compartilhado entre eles. É o que impede que uma mudança no servidor quebre o app silenciosamente.
O ciclo inteiro de comunicação, funcionando com ou sem internet, já com a monetização ligada. Esta é a fase que gera as primeiras avaliações e os primeiros assinantes.
Um painel web para fonoaudiólogas acompanharem a evolução de cada paciente: curva de uso, palavras que mais cresceram, comparação entre contextos e relatório em PDF para levar à consulta. A família continua no controle de quem vê o quê.
Histórias narradas sincronizadas, vídeos com crianças reais demonstrando o uso, recursos de inteligência artificial e abertura para outros idiomas. Só faz sentido atacar aqui com as fases anteriores maduras e com receita entrando.
Ao fim do primeiro mês você instala o aplicativo no seu próprio celular e usa de verdade: criar o perfil da criança, montar a prancha, tocar nos cartões e ouvir a fala. Serve para validar com famílias e com a fonoaudióloga antes de qualquer submissão às lojas.
Fechamento do modo offline, assinatura, itens de LGPD, materiais das lojas e submissão. A partir daí começam as primeiras avaliações reais e os dados de uso.
Uma ressalva honesta: a data de publicação depende também da análise da Apple e do Google, que não controlamos. Nosso compromisso é ter tudo submetido dentro do segundo mês. As Fases 2 e 3 entram na sequência, já com o produto no ar e com aprendizado real de uso guiando as prioridades.
Escolhas feitas para durar e para não prender o projeto a um único fornecedor. Um mesmo código gera os aplicativos de iPhone e Android, e o servidor é nosso — os dados das crianças não ficam na mão de terceiros.
| Camada | Tecnologia | Por quê |
|---|---|---|
| Aplicativo | React Native com Expo | Um código para iPhone e Android, com acesso a vibração, áudio e câmera. |
| Servidor | NestJS | Estrutura madura e organizada, fácil de crescer e de passar adiante. |
| Banco de dados | PostgreSQL | Padrão de mercado, confiável e sem custo de licença. |
| Offline | Banco local no aparelho + fila de sincronização | O app funciona inteiro sem sinal e sincroniza sozinho depois. |
| Assinaturas | RevenueCat | Cuida das compras nas duas lojas e evita fraude de assinatura. |
| Painel web | Next.js | Painel das clínicas, na Fase 3. |
Duas fontes, em momentos diferentes. A primeira começa junto com o lançamento; a segunda é a que dá escala e previsibilidade.
Plano gratuito funcional de verdade, com assinatura Premium liberando personalização avançada, voz da família e perfis extras. Sem anúncios em nenhum dos dois.
Assinatura por clínica, com painel de acompanhamento, relatórios e gestão de equipe. Ticket maior, cancelamento menor e um comprador que decide por necessidade profissional.
O valor de desenvolvimento está muito abaixo do preço de mercado para um projeto deste porte. Isso é proposital: preferimos entrar com trabalho e assumir risco junto com você, apostando que o produto dá certo, a cobrar o que ele custaria e sair depois da entrega.
Na prática: quanto melhor o produto for, mais nós ganhamos. Isso alinha os incentivos de um jeito que um contrato comum de prestação de serviço não alinha — não temos interesse em entregar e sumir.
São custos pagos diretamente aos fornecedores, em nome do projeto — não passam por nós e não têm acréscimo. Ficam no seu nome para que o projeto seja seu de fato: as contas das lojas, o domínio e o servidor pertencem a você desde o primeiro dia.
| Item | Quando | Estimativa |
|---|---|---|
| Conta Google Play Publicação no Android |
Uma única vez | US$ 25 |
| Apple Developer Program Publicação no iPhone |
Anual | US$ 99 / ano |
| Servidor (VPS) e banco de dados Cresce conforme a base de usuários |
Mensal | R$ 60–150 / mês |
| Armazenamento de fotos e áudios Começa praticamente em zero |
Mensal | R$ 0–30 / mês |
| Domínio | Anual | R$ 40–60 / ano |
Valores de terceiros, sujeitos a alteração e à cotação do dólar — por isso aparecem como estimativa, não como preço fechado. No início da operação, o custo mensal total tende a ficar na casa de R$ 60 a R$ 180, subindo de forma gradual junto com o número de usuários.
Vale lembrar que Apple e Google retêm a comissão das assinaturas vendidas dentro do aplicativo — hoje em 15% para desenvolvedores de pequeno porte. Essa comissão é descontada da receita antes da apuração do lucro.
Preferimos colocar na mesa agora do que descobrir depois.
A partir do aceite, o cronômetro do primeiro mês começa a correr — e em quatro semanas você tem o aplicativo instalado no seu celular para testar com quem interessa.